Foi longo tempo nessa terra
Que se passou diante as trevas
Já não havia mais o dia
Só uma luz radioativa
Que incendiava nossas almas
Numa pulsante dor macabra
Ao se apagar, foi despertar
Os anjos caídos atirados ao abismo
E na sede do teu ódio
Levantaram-se os inimigos
É Guerra Santa...
E quem virá nos salvar
Se eu pudesse ver
O que há do outro lado
Se eu pudesse tocar
O que não conheço
Se eu pudesse voar
Pelo espaço
Se eu pudesse tocar
O céu pelo avesso...
E nasce como dor pulsante
A nossa sede pelo sangue
As sete velas se apagaram
Foi pelo sopro do pecado
Anjos de luz e anjos negros
Se enfrentavam no deserto
O nosso tempo terminara
Ao se quebrar a última espada
E renasceu um novo tempo
E passaram anos
E completaram milênios
Homens se julgam sábios
Deixaram o céu pelo avesso
É Guerra Santa...
E quem virá nos salvar
Ewerton H. Marschalk
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O Céu pelo Avesso
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Marcadores: Paixão
Cândido Amor
Fruto de desgraça e morte
Que me causa tanto ódio e felicidade.
Tocou meu íntimo, desconhecido
Mesmo depois de tudo
Minha alma está sozinha
Morra comigo
(...)
Sorriso escuro
A existência parece louca
Para longe, por que irei?
Seu olhar me atormenta,
Os poetas mortos, jazem lá em baixo
(...)
O que me espera claramente lembro
Inofensivo, atormentado.
Flores murchas, pretas como luto
Me vi de amor nas trevas sepultada.
Lança-me um desafio,
Pensamentos de saudades
daquele tempo que vivi.
Provei minha insanidade.
O que gostaria?
Vê o estado que a angústia tem me posto?
Vida sem sofrimento desse amor.
Um coração que já não pulsa
Você me faz viver
Oh paixão desgraçada!
(...)
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 17:24:00 0 comentários
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Dominado de Lembranças e Ódio
Com lembranças e ódio,
Perdido na floresta
Longe da humilhação e do sofrimento
Perdendo forças para a depressão
Correndo a caminho do abismo
Sendo rasgado por galhos e espinhos
Pisando em pedras, chorando...
Sentado ao pé de uma árvore
Choro desesperadamente
Dominado de lembranças e ódio
Daquela sociedade hipócrita
De ver tantas pessoas humilhadas e sofrendo
De ver tanto sangue derramado
E os cemitérios crescendo com tantas mortes.
Respiro esse ar que me acalma
Perdido na floresta tenho paz
Minhas forças estão voltando aos poucos
Minhas lembranças e ódio vão
Mas me vem uma dor no peito
Que com um punhal nas mãos
Tirei minha vida!
Ewerton H. Marschalk
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Marcadores: Angustia
domingo, 3 de janeiro de 2010
Rosas e Lágrimas
Aqui estou novamente
Para visitar seu túmulo
Para fazer parte de sua morte
Doce morte...
Trago em minhas mãos
A dor de uma lágrima
E a beleza de uma rosa...
Que enfeitará meus dias de luto eterno.
Em profundo silêncio, completo
Deixo minh'alma se entregar à brisa
leve que me envolvia naquele momento
Deixo seu espírito adormecido levar-me embora...
Para um lugar de profunda angústia melancólica
Onde nossos corpos foram esquecidos.
Não tenha medo...
Só vamos brincar...
Brincar de ser feliz...
Uma brincadeira sem fim...
Bem, já vou embora
Já trouxe minha última lembrança.
Com os olhos molhados...
Caminho em direção ao túmulo seguinte...
Já era tarde... precisava descansar...
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 19:03:00 0 comentários
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Como muitas outras...
Ela chegou.. e tomou um pedaço de min...
Do meu coração... da minha alma
Logo...
Como muitas outras... ela se foi
Sem olhar pra traz
Sem nem ao menos se despedir
Meu coração já foi quebrado tantas vezes
Que já não consigo o recompor
Talvez ele já nem funcione mais
Tanta tristeza e escuridão há dentro dele
Que não sei nem como ainda bate
Será que um dia... algum anjo chegara...
Um anjo digno de telo por completo
E reconstituir seus pedaços...
Para fazer-lo amar novamente...
Quem sabe?
Só o que sei...
É que vivo minha vida...
Meus sonhos perdidos
Minhas alegrias destruídas
Minhas lagrimas esparramadas...
Mas eu vivo!
Desejo um verdadeiro feliz natal a todos
De Ewerton H. Marschalk.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Morto por um Sentimento
Nada a dizer
Apenas vá,
Sem olhar o que deixou
Não olhe pra trás
Pois não deixastes nada
Apenas o meu corpo,
Sem vida,
Frio,
Vazio,
Pálido,
Morto.
Não há mais vida,
Portanto, vá.
Não lembre de mim,
Não sofras assim
Também me deixe ir
Já é hora de eu partir
Agora nada resta
Além do meu corpo
Ao chão jogado
Pelos lobos, sendo arrastado;
Nessa noite fria e sombria
Aos poucos vejo
Anjos, todos eles negros...
Abraçam-me forte
Levam-me à morte
De hoje e do passado,
Aos braços dos tais anjos eu vou
Anjos frios
Cheios de pensamentos e amores vazios...
Ainda está ai?
Vá agora!
Não insistas em ficar,
Pois a culpa poderá levar
Pela minha morte,
Jaz que não foste tu
Que minha vida tirou
E sim, o que me desesperava a cada instante...
Aquele louco, insano, e desgraçado amor
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 16:52:00 1 comentários
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Canção do Suicídio
Linda canção a ecoar a tristeza da vida
Canção tão sublime que me invade e me fascina
Canção que por segundos me leva à alturas celestes
E depois a mórbida sensação da morte
Canção profana que me faz
Cortar os pulsos
Que me faz ver o sangue
Até chegar o grito
Canção que me faz repetir o ato
Com a lâmina atravessando o braço
Até o sangue escorrer
E mais uma vez outro corte
Um grito de dor que me leva à morte
Canção que a muitos, fez chegar a hora
Canção que agora me deixa ir embora
Num sepulcro muito escuro...
E frio...
E fundo...
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 02:45:00 1 comentários
Marcadores: Insanidade
Alma Negra
Vejo o mundo com outros olhos
Olhos que vêem preto
Preto que pinta minha alma
Alma negra, negra alma.
Alma escura como meus sonhos
Sonhos distantes além do comum.
Que se aprofundam no meio da minha insanidade
Vivo numa grande solidão
Solidão que me inunda
Solidão que me devasta
Afunda-me em tristezas em incertezas
Eu grito mais não me ouvem:
"Salvem-me, matem-me".
Céus porque não me ouvem
Peço com toda minha força:
"Livrem-me dessa solidão"
Solidão devastadora
Percebo que estou preso
Preso pela minha própria tristeza
Peço ajuda: "salvem-me"
Mas não me ouvem
Não preciso mais chamar
Alguém veio me buscar
No meio de toda essa dor
Vejo seu esplendor
Forcei meus olhos a verem diversamente
Agora vejo claramente
Era um anjo, um anjo de asas negras.
Negras como a minha alma
Era o anjo da morte
Vindo me buscar
E eu iria me entregar
Era tanto sofrimento
"Matem-me"
Foi meu último pensamento
Então... acabou todo meu lamento
Morri pela minha própria dor
Carregado nos braços daquele anjo
com certo esplendor
Aquele anjo encantador
Que livrou-me de minha dor.
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 02:43:00 0 comentários
Marcadores: Insanidade, Solidão
Meu Ultimo Adeus
A Face de meu monstro me lembra quem eu sou
Nada de minha alma resta agora...
Sentado no escuro esperando-a chegar
A morte...
“Ceifador de Almas”
O nome cujo qual mais explica quem eu sou
não mereço o seu perdão
nem a sua compaixão
Mereço o seu Ódio
Odeim-me
Matem-me
Enfiem uma estaca em meu peito
Fação me sangrar
e sair da qui
deste inferno
Quero que esqueçam que um dia existi...
Que um dia existiu um ser tão medíocre quanto eu...
Esqueçam que um dia me conhecerão...
Este é o meu Adeus
Não espero o seu...
Não espero que vocês chorem por minha carcaça
Quero apenas que me esqueçam
Pois nunca mais irão me ver...
Seu “The’Us” não existe para min.
o que me espera é a escuridão...
Um vasto mundo negro e solitário...
Agora... Fação meu sangue jorrar...
Fação minha alma morrer
fação meu corpo apodrecer
Joguem meu coração para os cães
Divirtam-se
pois nada mais importa neste pântano que é o “Meu Mundo”
Postado por EwertoN às 02:34:00 1 comentários
Marcadores: Angustia, Insanidade
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Metade de mim!
Que a força do medo que tenho não me
impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda,
ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada,
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida
e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas
como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que
resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme
na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corroe por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso
e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste,
que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso
que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo,
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso
simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia
e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.
Oswaldo Montenegro
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sábado, 5 de dezembro de 2009
Ceifador de Almas
Ceifador de almas é o que eu sou
Mentir é o que eu fiz
Lagrimas tocarão este solo fétido por minha causa
Um monstro...
É isto que eu sou
Escondido na escuridão
Fingi estar desarmado
E toquei seu coração
Sua Alma
E roubei sua armadura
Então destruí seu mundo
Seu esconderijo
Tirei seu Chão
Tirei seu motivo de acordar todos os dias
Nunca Quis Destruir o seu mundo
Nunca quis ferir seu coração
Minhas incertezas a fizeram Chorar
Suas Lagrimas pesam em minha alma
Sou um monstro por fazê-la sangrar
Chorar...
Lagrimas por min você á de derramar
E uma lagrima não tem preço
Contaminei seu sangue
Feri seu Coração
Suas lagrimas Caem por minha causa
Por minha causa seu coração Sangra
Nunca Quis te machucar
Realmente acreditei que eu te amava
Mas eu estava iludindo a min mesmo e a você
E você é quem mais ira sofrer com isto
E seu sofrimento pesara em minha alma
Nunca pensei que seria mais doloroso machucar alguém de quem se gosta do que ser machucado
Não queria te decepcionar
Fraco eu fui
por ter te iludido
E hoje ambos sofremos
Você sofre mais que a min?
Será? ...
Mais uma vez eu vejo que meu destino é morrer solitário, Desnorteado, e Embriagado sobre a luz do luar.
Sempre Solitário
Solidão...
Eweton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 02:24:00 1 comentários
Marcadores: Angustia, Insanidade, Solidão
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Almas Gêmeas
No escuro me escondi, me tranquei.
Acreditei que estivesse sozinho no mundo
Apenas eu...
Acreditei que não houvesse ninguém a me compreender
Por muito observei a beleza da lua...
Perguntava-me se havia mais alguém alem de min a contemplar tal beleza
Mas por uma ironia do destino
No escuro que á encontrei
A quela que sempre contemplou a lua junto à min
Minha Cópia, Meu espelho, Minha alma gêmea.
A ela me entreguei sem armadura nem mascara
Tão facilmente ela tocou minha alma
Sem nem um esforço
Como se fossemos um
Dês de antes de nos conhecermos
Dês de antes de tudo isso existir
Dês de quando apenas escuridão avia
No escuro do meu coração é que eu lhe encontrei novamente
Juntos sempre estivemos,
Todo esse tempo...
Ligados por algo inexplicável
Que me faz ver que pode haver felicidade na escuridão
Num mundo onde homens Matão por nada
E morrem por tudo
Eu não me sinto mais sozinho
Sinto que tem uma mão junto a minha na escuridão
Eu sinto... O verdadeiro Amor
Ewerton H. Marschalk
Para: Joany V.
Postado por EwertoN às 05:28:00 1 comentários
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Contos inspirado em uma conversa com uma pessoa especial
Prefacio
“Aqui estou eu mais um dia...
Solitário...
Tentando entender o por que de ainda estar vivo.
Já fiz meu sangue jorrar sobre este solo fétido, mas não foi o suficiente.
Algo não me deixou ir, me libertar.
Estou preso aqui.
Tentando entender o por que.
Olho me no espelho
Tudo que vejo é um corpo vazio
Minha alma está longe
Ou talvez parte dela
O que me torna um “imortal”, para me destruir é preciso destruir minha alma por completo
Pois sou eu... Monrabeth”
* * * * Ψ * * * *
Deito me e durmo...
Então me vejo em um quarto escuro...
vazio...
Ouço uma voz
Será um anjo ?
Ou um demônio ?
- ”Olá me chamo Isabell”
- Olá... Quem ou o que é você?
- Sou apenas mais um ser das sombras como você
- Como eu? Você me conhece ?
- Sim, sinta a energia deste lugar Monrabeth
- Estou sentindo, é algo mágico, me sinto livre e aliviado aqui, sem medo me apresentando a um desconhecido sem minha mascara.
- Sinta-se privilegiado pois também esta me conhecendo sem minha mascara, estou aqui de cara limpa, do mesmo modo que você se apresente a min.
- Me digas, porque usas uma mascara?
- Para não parecer fraca, para que os outros não me conheçam bem a ponto de virem a me ferir novamente, pois as feridas ainda sangram.
- Talvez estas feridas nunca cicatrizem, dizem os rales mortais que uma ferida assim somente cicatrizaria se encontrássemos um “Êxtase” para nossos corações, um “Amor perfeito”. Mas a sociedade assassina o Amor, O transforma em ódio e Rancor.
- Sim... virando apenas fantoches com mascaras de felicidade.
- Isabell ? como podemos conversar assim, como se o mundo lá fora fosse inexistente.
- Também estou pasma, estamos conversando como se nos conhecemos a milhares de anos, se entendemos como se fossemos apenas um.
- Talvez... seja você a outra metade da minha alma?
- Isso significa que somos um, somos uma alma que vive as mesmas experiências em lugares diferentes com pessoas diferentes para provar que não são as cidades, as pessoas de algumas regiões isoladas... mas sim o mundo inteiro que está errado, quem sabe nosso motivo para acordarmos todos os dias, seja de tentarmos mudar a sociedade, colocar um pingo de sabedoria nas mentes pasmas dessas pessoas ignorantes e sem coração, o que indica que esse é só o começo.
- Sim, agora sinto minha alma completa, juntos temos mais poder de fazer tal mudança, nada será fácil, mas quem sabe nossos nomes sejam lembrados pelas eras. Ou talvez isso seja mera ilusão, mas se consseguirmos por um pingo de sabedoria nas almas dos seres deste mundo, nossa tarefa já estará comprida e poderemos partir em paz para se tornarmos de volta uma única alma.
“Abro os olhos, terá sido apenas um sonho? Não, foi muito real para ser sonho, agora tenho um motivo para levantar, tentar passar um pingo de sabedoria para os mortais, nem que para isso eu passa as eras aqui, longe de minha outra metade, mas um dia nos encontraremos e seremos de novo apenas um”
Autor: Ewerton H. Marschalk
Com Ajuda de: Joane Vieira
Postado por EwertoN às 00:58:00 1 comentários
domingo, 29 de novembro de 2009
Mente Vazia
Mente vazia, corpo sem alma,
com os pulsos cortados por rosas do amor
Vida sem destino e momentos sem glória,
lágrimas por sangue
Com espinhos no coração
vagamos para lugar nenhum
Como vermes diante da beleza da morte,
muitos matam por nada outros morrem por tudo
Amar para sempre eternamente em luto
pois a vida já não se tem mais sentido
Assim como o sol sem a lua,
o mar sem as estrelas
Eu sem os anjos que me cercam
e o mundo sem a presença dela.
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 02:15:00 0 comentários
Marcadores: Angustia, Insanidade, Saudades
sábado, 21 de novembro de 2009
Noites de Melancolia
Travo a batalha sem fim...
Dilacero-me contra as paredes que edifiquei
Na busca por um eu que já não encontro
Vivendo de passado
Sobrevivendo de lembranças
Em felicidades ilusórias, me entrego
Vestindo a máscara de Marte
Prosseguindo num mundo de sangue e guerra
Atrás dos escudos de meu próprio ego...
E assim sou Deus em meu mundo...
Fato... apenas em meu mundo
Penso ser como pedra, como espada, como rei
Mas à noite, artífice das trevas... Sempre trás consigo as lembranças
Levando-me a um tempo que já não mais voltará
Instigando me a desejar o que já não posso controlar, não posso ter...
Felicidade que se espairece...
As notas me acompanham em um canto fúnebre
Lembro-me das palavras ao vento
Das grafias que parecem nada dizer, em sua língua sacra
Pranto, melancolia, tristeza... quanto mais...
Então abro os olhos para o Tempo
Magister da sublime medicina
Que tudo cura, tudo transpassa...
Quanto tempo... Quantas lágrimas... Quanto mundo...
Liberta-me, em feridas que se curam...
Sustenta-me, em sabedoria que se edifica
Recorda-me das cicatrizes eternas...
Sentimento que consome...
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 01:19:00 0 comentários
Marcadores: Angustia, Insanidade, Reflexões, Saudades
"Em algum momento ilusões deixam de ser para virar algo lúcido e mentiras... bem, as mentiras sempre estarão alí, mas um dia, em algum lugar, alguém estará te esperando para trocá-las por verdades e sonhos sólidos." - Brenda Marques P.
Frase de uma amiga... uma grande amiga.
Uma pessoa especial que me ajuda e me conforta nas horas difíceis;
E me faz dar risadas nas horas boas;
Te amo Bêhh *-*
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Dorme meu anjo.
Não precisas ficar acordada durante toda a viagem.
Preciso que estejas acordada apenas,
Na hora da última despedida.
Por que seus olhos me fascinam tanto, se terei que deixar de olhar para eles?
Nostalgia! Tudo o que eu sinto.
Pura saudade da pureza dos teus braços.
A infinita vontade de tocar novamente seu rosto.
Ignorando-te, e apenas notando sua importância depois que nosso tempo.
Havia acabado.
A saudade me consome em forma de dor.
Ainda sinto suas mãos nas minhas.
Será tudo aquilo um sonho?
Ou estivemos realmente lá?
É a primeira vez que sinto a profunda vontade de viver.
Apenas para contemplar seus beijos novamente.
Por mais que eu não esteja junto a ti neste momento,
Estarei sempre contigo,
Enquanto viver, e mesmo depois.
Guardando-te, protegendo-te, amando-te.
EwertoN H. Marschalk
Postado por EwertoN às 04:33:00 2 comentários
Maior que a mais profunda das Estirpes Veneráveis
Maior que a mais profunda das estirpes veneráveis
sobre a qual se estende no desejo tímido da noite
algo que transcende a vida à própria morte
e agoniza nos lábios vacilantes dos insaciáveis.
Em momentos de admiração ao horror
já que haviam me mandado flores mortas
segurei a um canto, aos prantos, da porta
lamentando a felicidade que foi largada a dor.
Chorar nunca foi minha vontade,
antes fossem gotas de sangue
para que me levassem a eternidade.
Pela face de um sofrimento confinado ao amor
se odiava toda aquela indiferença depositada em mim
onde a vida já enternecia teu próprio fim.
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 04:31:00 0 comentários
Marcadores: Angustia, Insanidade
Aos Cemitérios Esquecidos
Eis o lugar de arrepios aos estúpidos
És onde minhas doces lágrimas descarrego
Noites e noites, morada de meus devaneios distraídos
E aos túmulos e a solidão me apego
Tamanha distração que nem licença peço
Ao me deitar sobre sepulturas particulares
Anjos mortos solitários em seus lares
E nessa morbidez lúgubre padeço
Um mar imenso de estacas e cruzes
Anjos de mármore, sinais da morte
Aqui na eterna escuridão, jamais acendam luzes
Nessa desgraçada vida nunca tive sorte
O barulho do mundo foi minha tortura
Aqui no mar do esquecimento, a paz é minha cura
Se na vida nunca tive sorte
É então que nesse cemitério prefiro a morte
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 04:26:00 1 comentários
...agora e na hora de nossa morte...
Muito orei pra não ver este momento
Pra não sentir o cheiro destas flores
Agora é tarde, tudo foi em vão
Anjos e Demônios
Dançam em minha cabeça
Não tem mais peso as mentiras
nem extensão as verdades
Tudo agora é um grande vazio
Um buraco em minha existência
E pouco a pouco, vou perdendo o controle
Não consigo entender
Ninguém precisa mais de você, do que Eu
Não eram essas as flores que você merecia
Agora muito depressa, estou perdendo o controle
Não há mais vontade alguma
Agora me falta o "Alguém".
Ewerton H. Marschalk
Postado por EwertoN às 04:25:00 0 comentários